Caos na sede do Império, inquietações nas províncias

O caos político atual nos EUA que pode levar a sua fragmentação e aceleração do seu declínio, nos permite uma alegoria com o Império Romano tal qual a História nos remete e que também a cultura industrial, através do cinema de Hollyood, popularizou.

Analistas de geopolítica, longe da Casa Branca, sede do Império, e aqueles que a conhecem a partir de suas entranhas, apontam que o Império dos EUA vive sua “Última Cavalgada”. E o mundo que viceja a sua volta prepara-se para uma nova repaginação econômica e militar. Ou esta foi uma eleição para dar em nada?


Imagem: Operação Brother Sam; porta-aviões em apoio ao golpe de 64


Em função dessa “Última Cavalgada”, expressão do jornalista Pepe Escobar, não sei o que se passa nas demais províncias do Império localizadas na Ásia, Europa e demais continentes, mas me divirto com o Brasil, a principal província dos EUA nas Américas.


O imperador atual do EUA, que agoniza no poder, Donald Trump, já ouviu - de viva voz - numa reunião da ONU, o presidente atual da província Brasil, exclamar para ele: “Trump I love you”, não bastasse esse mesmo chefe provinciano e seus seguidores desfilarem na Esplanada dos Ministérios em continência à bandeira dos EUA.


Em julho de 2019, o Brasil foi designado aliado extra-Otan dos EUA e firmou um acordo com os americanos para uso da base de Alcântara(MA), em março do mesmo ano, uma generosa concessão do território brasileiro (Base de Alcântara) para uma força estrangeira, em que nenhum brasileiro terá acesso. Mas o primeiro gesto de submissão ao Império, se deu logo em fevereiro de 2019, quando o Exército nomeou um general brasileiro para um importante cargo nas Forças Armadas americanas.

Este ano, ao apresentar o militar brasileiro David Almeida Alcoforado, brigadeiro do ar, ao presidente norte-americano Donald Trump, o almirante Craig Faller, comandante do hemisfério Sul do Exército dos EUA, disse que “os brasileiros estão pagando para ele vir para cá e trabalhar para mim“. A fala foi feita em 1 evento na Flórida, em 10 de julho.


Voltando ao calendário. Sem esquecer de mencionar a intervenção do poder militar dos EUA como garantidora do Golpe Militar de 1964, que derrubou o presidente João Goulart. Relato histórico desse período:


“Dois dias depois do golpe militar no Brasil, o governo dos EUA mantinha o deslocamento de uma frota da Marinha norte-americana que se dirigia para a região do porto de Santos (SP). A Operação Brother Sam, como foi chamada em código, previa a chegada da esquadra ao país em 11 de abril, para dar apoio aos golpistas em caso de reação por parte de militares e governadores legalistas. A intervenção foi considerada desnecessária depois que o presidente deposto, João Goulart, partiu para o exílio no Uruguai, em 2 de abril, desmobilizando qualquer resistência”.

Pula para 2017 – Temer, o Golpista, é apontado como espião do exército dos EUA.

Numa esclarecedora entrevista ao escritor Fernando Morais, o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, afirmou que “o presidente Michel Temer teve reuniões privadas na embaixada americana para fornecer inteligência política, visando a construção de uma relação de apoio político.


Michel Temer atuou como informante do governo dos EUA. A correspondência diplomática vazada pela organização demonstra que, em meados de 2006, Temer mantinha a embaixada norte-americana a par da conjuntura política nacional, em especial sobre o panorama eleitoral de 2006 – ano em que Lula derrotou o candidato dos EUA, Geraldo Alckmin.



Voltando à vassalagem do Brasil aos EUA. Ela é profunda. Em todos os aspectos: militar, político-social e cultural.


O presidente daqui diz que “ama” e bate continência para o presidente de lá. Os generais daqui tornaram o Exército em força auxiliar do exército dos EUA.


Se levarmos em conta o soft power do Império, a dominação é quase total. Na música, de dez canções tocadas nas rádios, 9 são norte-americanas, programas de TV, estilos de escrita nas redações dos jornais e filmes em cartaz em todos os cinemas fazem parte desse “poder brando”.


Milhões de brasileiros migraram para América em busca da felicidade. E olham para trás com desprezo. Internamente, temos uma classe média embasbacada com o “american way of life”. A classe média baixa sonha com a Disney, os trabalhadores e contentam com hambúrguer no shopping, quando podem.


Voltando ao início da coluna, Essa eleição por lá marca a aurora da “cavalgada”, porque o Trumpismo ainda sai vitorioso com mais de 70 milhões de votos. É um movimento de massa, até mais forte que o Partido político dele.


Quanto ao tal Joe Biden e sua trupe do “deep state”, países sem capacidade de defesa, que se cuidem.


O Brasil não deve se preocupar. É insignificante demais, além de ser uma província dócil. O que irrita é a esquerda e os chamados democratas, torcerem pelo candidato do Partido Democrata, o partido da guerra.

Por Trás do Blog
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