Era uma vez...“Quem Foi Que Inventou o Brasil?” Peça de 2019 antecipava o País de 2021

João Costa

Entre setembro de 2019 e início de março de 2020, a Cia Abra-te Sésamo montou e fez curta temporada no teatro Lima Penante com a peça “Quem Foi Que Inventou o Brasil?”, texto e direção de João Costa. Teatro de revista, em mostrávamos o clima político daquele momento e o que seria o Brasil dos próximos anos.


Bella Rowmanoff, Felipe Lima e Grace Souza: a alegoria do sonho nacionalista brasileiro


Referências ao nacional-socialismo, ao fascismo, ao sionismo e ao nacionalismo tabajara embalavam a plástica do espetáculo, o último a subir ao palco do Lima Penante, antes do decreto do isolamento social.


A seguir, o release de estreia da peça para divulgação:


“Antes que a democracia acabe”, a Cia Abra-te Sésamo segue com a temporada da peça “Quem Foi Que Inventou o Brasil?”, uma coletânea de textos de João Costa, Mário de Andrade e Nilson Afonso; com direção de João Costa e assistência de Felipe Lima. Neste sábado, 19;30hs, Teatro Lima Penante.


Rosângela Félix, Maria Marques, Grace, Belle, Vini e Felipe Lima


“A democracia ainda nem acabou, mas no teatro já estamos em fase de resistência”, esta é a explicação para a montagem de uma revista teatral neste momento”, diz João Costa. Trata-se de uma “ode à patifaria nacional e à miséria do fundamentalismo religioso cirstão que domina o país, numa versão bizarra em que “Maria Madalena é eleita a nova padroeira do Brasil, e Corisco o seu procurador-geral”.


Felipe Lima e Lúcia Macedo no papel de Miss América, o sonho da garota branca e de classe média brasileira


No elenco: Victor Alves(no papel da cabeleireira Ivonete) , Lúcia Macedo( como Maria Madalena e Miss América), Felipe Lima ( general da Banda e Corisco), Vini (como o Núbio), Maria Marques Rosângela Félix, Grace Souza e Bella Rowmanoff. Sonoplastia de Lucas Vicente. Iluminação de João Batista. Arte gráfica de Gymaria.


Atriz Lúcia Macedo interpreta o sonho e a exaltação da América pela classe média brasileira


A revista traz uma versão de como nasceu Macunaíma, o “nosso anti-herói “sem nenhum caráter”, Transita por confissões femininas no salão de cabeleireiro, um inusitado encontro com Jesus Cristo e Madalena e a coroação de Santa Maria Madalena como padroeira do Brasil – além do nacionalismo néscio que assombra e tornou-se a ameaça constante à liberdade.



E o que vem a ser este 7 de Setembro de 2021 senão a exaltação e apelo para a instauração completa de regime fascista?

Por Trás do Blog
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