EUA e Ocidente apostam no caos: ecos da guerra civil na Rússia como prenúncio de conflito nuclear

João Costa


Assistimos a insensatez e incompetência de alguns líderes mundiais, associados ao partidarismo da mídia refinando técnicas de Fake News que alimenta a opinião pública estupidamente na arquibancada torcendo para que um dos lados do conflito - a Ucrânia – seja epicamente resistente e vencedora dos valores Ocidentais, mesmo pagando o preço da sua aniquilação.

Aliás, esse termo Ocidente, refere-se às nações anglo-saxônicas e germânicas, nunca teve nem tem conotação geográfica, incluindo os demais países de temerária tradição cristã, fincados em outros Continentes.


Guerra civil na Ucrânia com desdobramentos de guerra Híbrida dos EUA contra a Rússia


Direto ao ponto. O tal Ocidente e os EUA rejeitam o diálogo e a possibilidade de uma nova arquitetura de segurança mundial, uma vez constatado o partidarismo e a ineficiência da ONU em mediar conflitos.


A Guerra na Ucrânia é civil - não no sentido antigo, que se desdobrou da guerra híbrida dos EUA com a Rússia, com a conivência da Europa.


A mídia e seus comentaristas não dão bola para o que seria essa nova arquitetura de segurança mundial. Os russos chamam de “segurança indivisível”, que significa a segurança de um estado não pode existir em detrimento da segurança do outro. Ou todos estão seguros ou nada.


Para os EUA agora se tem conhecimento que apenas a destruição total da Rússia como país interessa.


De longe a credibilidade da ONU e das potências ditas Ocidentais está no chão. O presidente Putin está fazendo o que anunciou que faria, e os Estados Unidos farão de tudo que estiver ao alcance da indústria militar do Departamento de Estado para que Rússia e Ucrânia não cheguem a um acordo de paz, ainda que milhares ou milhões possam morrer.


Dessa falta de credibilidade da ONU, nasce a China como mediadora do conflito. Levem em conta que China e Rússia assinaram, em 4 de fevereiro de 2022, um “pacto de amizade duradoura”. A China já é a maior economia do mundo e a Rússia, momentaneamente, detém superioridade militar sobre o tal Ocidente e os EUA. Num mínimo poder paritário para destruição do mundo.


Presidente Putin concretiza o que ameaçou fazer, buscando o conceito de "segurança indivisível".


E uma nova ordem mundial, se desloca do tal Ocidente para a Ásia. O parto está sendo doloroso e sanguinolento. Vai piorar muito.


E o que tem o Brasil com a pólvora? Nesse caldo de cultura e nesse campo minado pasta o Brasil.


Em menos de 15 dias o Brasil emitiu três posições distintas: o tenente Messias foi a Moscou e prestou “solidariedade ao Putin”, seu vice, general Mourão, defendeu a guerra e mandar soldados para a luta em defesa da Ucrânia e, por último, o Itamaraty fez a coisa certa, se posicionou pela neutralidade e pela suspensão de sanções, que é a expressão econômica da guerra.


Tornou-se um país pária entre as nações. Talvez volte a ter credibilidade, se é que já teve um dia.


Sabemos todos que o Brasil militarmente é um “tigre banguelo” (expressão dita por um diplomata judeu), e perdeu o protagonismo internacional que detinha até a instalação no poder do fascismo que nos desgoverna.


Mas é um grande produtor de produtos agrícolas, de minério e de proteína animal (o que éramos nos anos 1930, continuamos a ser neste século 21). O que não é pouca coisa. E que pode deitar tudo a perder, caso insista sempre optar pelo lado que vai perder.


Foi assim em 1930 quando o Brasil era totalmente pró-Alemanha nazista, mudando de lado só em 1940, em troca de benefícios econômicos.

O Brasil não é nazista, mas claramente sempre foi um país fascista, alguns se definem como “conservadores”, puro confete e serpentina.


E não esquecendo que, em 1930, o maior partido nazista fora da Alemanha era o brasileiro.


Os militares brasileiros batem nos peitos orgulhosos do país ser “aliado preferencial da OTAN”, um engano abismal que coloca o país na mira não só da Rússia, mas da China também, o principal parceiro comercial do país.


No mais é aguardar bom senso, fim da guerra com um acordo com Putin, que não é o Cabo Adolfo que TV Globo pinta, nem o Guevara que a esquerda brasileira acredita.


Com Sputnik News.