Fracasso da esquerda se reflete na agenda que adota diante da "Arte da Destruição" do regime

João Costa

Os sessentões que chegaram a 2021 vivos seguem com a sensação que a morte pela Covid-19 vai rondar ao redor por um longo tempo, algo como se o ano de 2020 tivesse sido apenas reinicializado feito computador da morte; só a força resiliente servirá de gatilho de disparo contra a onda negativista e fundamentalista cristão que se apoderou da alma da Nação.



O cenário político que se desenha para o futuro próximo é desalentador. O fascismo enfrenta debacle no resto do Mundo enquanto no Brasil seu triunfo incessante está na contabilização dos mortos em função do programa político das forças que desgovernam o País e na incapacidade de uma reação popular ou iniciativa dos partidos ditos de esquerda ou democráticos.


O estado da “arte da destruição” vive o País. Todas as instituições, de estado ou da tal sociedade civil parecem unidas numa coalizão que, propositadamente, agem em conluio ou amedrontada diante das milícias armadas, religiosas e jurídicas no poder.


Nesse início de ano, enquanto os números apontam que 40 milhões de brasileiros estão de volta à miséria, metade da sua força produtiva está ociosa e a desgovernança generalizada nos planos de emergência sanitária, econômico e educacional regem em consenso o caos, assistimos o fracasso da agenda dos partidos de esquerda, presos ao calendário institucional.


Se tem eleições partidárias, o foco é a disputa principal. Se surge polêmica moral, aí é que o engajamento da esquerda se rejuvenesce. Há semanas assistimos o desperdício de energias em torno de um tal Baleia Rossi, político do MDB de São Paulo, que muitos acreditam ser o anjo da salvação em oposição ao inominável e as forças que o apoiam.


Deputado federal Baleia Rossi; a polarização política na Câmara Federal em meio ao caos do País


Luiz Felipe Baleia Tenuto Rossi é o “farol de Alexandria” que consome as energias dos partidos de todos os matizes com assento na Câmara Federal. Não é um político diferente dos demais. Em 2016 foi citado por um lobista como agente político que extorquia fornecedores da merenda escolar em São Paulo, e também citado como pendente de problemas no Coaf, e votou favorável ao Golpe de 2016, claro.


Por último, o vale-tudo pela vacina. O Brasil ficou para trás diante da corrida do mundo por uma vacina. Negar ou dificultar o acesso à vacina contra a Covid-19, também é parte do plano de destruição das forças que controlam o poder no País.


Como prefeitos e governadores vão se comportar diante da negligência dos militares e do governo na gestão da compra, produção e distribuição da vacina é uma incógnita.


Opinião


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