Guerra híbrida: liderança mundial envelhece, provocações e colapso inevitáveis ameaçam o Brasil

João Costa

O mundo assiste aos desdobramentos de uma guerra híbrida em que a maioria dos países não se deu conta e um dos estágios e que uma das facetas desse conflito é não aceitar o resultado de eleição; um recurso das forças obscurantistas, tanto no Ocidente como no Oriente, não importa o estágio de desenvolvimento desses povos; e esse mundo em caos assiste ao envelhecimento de suas lideranças.


O próximo presidente do EUA, Joe Biden tem 78 anos e não poderá ser reeleito, tanto pelo critério da idade avançada, como por enfermidade. Dizem até que quem vai governar é a vice, tal o grau de senilidade do Joe.


Imagem; Ilustração



Wladimir Putin tem 68 e exerce o poder na Rússia há duas décadas. E ao que tudo indica ainda não há um ungido para sucessão.


Ângela Merkel tem 66 anos e além da Alemanha tem o controla toda a Europa compartilhada com a França. Merkel já governa por duas décadas.


Xi Jiping chegou ao poder na China em 2013 e tem 67 anos, no exato momento histórico de virada em que a China assume o topo da liderança mundial na economia, tecnologia e se prepara para ser a maior potência mundial, em 2050, inclusive do ponto de vista bélico.


O cenário mundial é de provocações para a guerra.


Os israelenses e norte-americanos se alternam, ou conjuntamente, recorrentemente em provocações militares e guerras de agressão. Especialmente contra o Irão, Coréia do Norte e Venezuela.


O Irão experimenta danos enormes em função de assassinatos de sua elite dirigente. Claramente não tem aceitado provocações. Sem capacidade momentânea de vencer, Espera. Acumula forças pela consolidação econômica e tecnológica da Rota da Seda, ao tempo em que busca meios de dissuasão.


Os EUA provocam a China com sansões econômicas e até militarmente. A China não responde, aposta em derrotar os EUA no campo econômico primeiramente. Como Sun Tzu, planeja vencer sem guerrear.


Todos percebem a degradação do império norte-americano. Internamente o país passa por sua fase mais autofágica. Uma guerra civil em gestação nos EUA é palpável. Por isso apela urgentemente por guerras externas, pois assim se obtém unidade internamente.


Presidente Maduro cumprimenta Putin pela cooperação militar que dá a Venezuela poder de defesa regional


As eleições em curso na América terão desfecho imprevisível. Ao tempo em perde a liderança mundial, resta a “pax americana” para os países sem capacidade de defesa. Em caso de conflito, esses países só têm como alternativa devolver na mesma moeda: guerra híbrida. E ela já está em curso.


O jornalista brasileiro Pepe Escobar, analista de geopolítica, cravou em seus escritos, uma aposta: previa a vitória de Trump no Colégio Eleitoral e que, em caso contrário, com a vitória do Partido Democrata, a coisa vai degringolar no mundo todo.

Segundo ele, a vitória da chapa Joe Biden e Kamala Harris, significa a “retomada do projeto imperial” nos Estados Unidos. Biden venceu, mais ainda não levou.


Diz ele que Biden e Kamala têm o apoio da “máquina de guerra dos Estados Unidos e, por isso mesmo, contam com o aval da mídia hegemônica’ o que significa a “última cavalgada do Império”, numa alegoria da “Cavalgada das Valquírias”, de Richard Wagner , no sentido que a vitória dos Democratas significará guerras declaradas ou por procuração em todo o globo, sob patrocínio norte-americano.


O nazifascismo na América está acelerando de acordo com a música de Wagner independentemente da derrota do Trump; e o outro lado da moeda também acena para o fim. Não há mais esplendor na América, à maneira como Hollywood construiu sua narrativa.


O incrível disso tudo é que esse Joe Biden tem a torcida autofágica da Europa, Ásia e América Latina. No Brasil, a esquerda não esconde sua preferência por Biden, o mesmo Joe Biden que, no desempenho da vice-presidência do governo Hussein Obama, instrumentalizou o Judiciário e militares brasileiros, a mídia e a direita no golpe de estado que derrubou a presidente Dilma Roussef, em 2016.


O Brasil não conta no cenário internacional; segue como fornecedor de matérias primas e dependente


Por aqui significa guerra híbrida contra Argentina, Bolívia e agressão a Venezuela, tendo o Brasil e Colômbia como aríetes. Diante da própria incapacidade de enfrentar o fascismo que domina a Nação e o governo, a esquerda brasileira acha que a derrota de Trump fragilizará o tenente Messias, e que por isso mesmo, vale a pena passar o pano em Biden, mesmo sendo ele o algoz da nossa democracia, que durou apenas 30 anos.


E a pandemia?


Há uma reação mundial na corrida por uma vacina. Os países ricos já obtiveram e reservaram o dobro que necessitam, pois sabem que o mundo viverá um novo Reset.


E onde o Brasil se insere no contexto? O Brasil não conta. Militarmente é um tigre banguela, economicamente tende a colapsar em 2021. No plano externo optou pelo lado que vai perder (EUA), agride o lado que vai vencer (China), comemora e consolida o fascismo no poder. 2021 será uma conjunção sinistra: desemprego, desorganização e ineficiência para combater a pandemia e uma violência que já mudou de patamar.

Por Trás do Blog
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