Marco histórico: casas em Patos de Irerê seguem como referência histórica do cangaço na PB


Uma foto feita em Agosto de 1922 na fazenda da Pedra por Genésio Gonçalves, em Patos de Irerê(PB), de propriedade dos coiteiros irmãos Laurindo e Marçal Diniz, assinala o período em que Virgulino Ferreira foi ungido chefe de bando por Sinhô Pereira.


Sentados da esquerda para direita: Antônio ferreira, Lampião, Antônio Rosa, Gavião, Cajueiro e Baliza


Ela é icônica porque vai completar 100 anos e por alguns dos seus personagens que jamais foram identificados. Sentados da esquerda para a direita: Antônio Ferreira, Virgulino Ferreira, Antônio Rosa(irmão de criação dos Ferreira), Gavião(Tiburtino Inácio de Sousa), Cajueiro(José Tertuliano) e Baliza(José Dedé).


Em pé: Meia-Noite, os irmãos Nezinho de Leovigildo, Salu de Leovigildo e Zeca de Leovigildo, Graveto, Mourão e Livino Ferreira(irmão de Lampião).


Os quatro cangaceiros do meio não foram identificados. Quem seriam eles? Que destino seguiram?


Foram mortos em combate ou simplesmente desapareceram no oco do mundo?


Casa da fazenda Pedra, fica no sopé da Serra do Pau Ferrado, bem na divisa do o estado de Pernambuco

Local preservado: Lateral da casa da Fazenda Pedra, local onde Virgulino e bando foi fotografado em 1922

Quando Sinhô Pereira deixou o cangaço e migrou para o estado Goiás, tendendo conselhos da família e do padre Cícero Romão, a debandada foi significativa. Luiz Padre, primo e Lugar-tenente de Sinhô Pereira também deixou o cangaço para trás seguiu o parente para Goiás para logo em seguida desaparecer.


O cangaceiro Luiz do Triângulo, também primo de Sinhô Pereira, se associou por algum tempo e para algumas empreitadas a Vurgulino Ferreira e seu bando para depois largar o cangaço, cruzar a divisa de Pernambuco com a Paraíba, buscando e encontrando proteção do coronel José Pereira, de Princesa Isabel, para recomeçar uma nova vida em Patos de Irerê(PB) região de São José de Princesa.


Casa que pertenceu ao ex-cangaceiro Luiz do Triângulo, que se tornaria combatente da Revolta de Princesa, em 1930


Outros detalhes da foto: Os cangaceiros eram despojados e ainda não usavam símbolos em seus chapéus, com o a estrela de David. O armamento tinha como base o rifle norte-americano winchester; o cangaceiro Antônio Ferreira já marcava seu estilo, usando quase sempre terno, frequentemente não usava roupas de cangaceiro e o chapéu quase sempre o diferenciava dos demais.


Antônio Ferreira sempre marchava no coice do bando, atacava pelos flancos e tinha facilidade de confundir as volantes devido suas vestimentas.



A visita à casa da Fazenda Pedra, em Patos de Irerê, foi orientada pelo escritor historiador Emanoel Arruda.


Fotógrafo: Genésio Gonçalves. (fonte: Histórias do Cangaço – Saque de Sousa, de Bismarch Martins de Oliveira.


Fotos 2 e 3. casa da fazenda da Pedra, em Patos de irerê(PB).