Raízes do cangaço: Antônio Silvino despertava opiniões conflitantes sobre suas ações

Antônio Silvino o homem do seu tempo.

Por Julierme do Nascimento Wanderley.


O capitão Antônio Silvino foi para muitos um verdadeiro flagelo na terra para outros, um justiceiro que tinha aparecido para punir todos aqueles que oprimiam, humilhavam, dilaceravam os menos favorecidos, deserdados que nada tinham apenas a vontade de viver, Antônio Silvino nada mais era do que o resultado de uma época pautada por caminhos banhados de sangue provocados pelas balas e punhaladas de um sistema social centralizador, dominador que imponha suas próprias regras em detrimento de qualquer sentimento de humanidade, onde as guerras entre os clãs detentores do poder se espalhava como um tormento sem fim um vórtex engolindo a todos e a tudo sem dó, pena ou clemencia.


Antônio Silvino: fora da lei em decorrência da violência rural sobre sua família


Antônio Silvino foi um fora da lei, forjado na tempera da violência que se abateu sobre sua família, desde, dos primórdios de sua existência e que perdurou até a sua vida adulta reverberando nas suas ações, decisões pavimentando suas histórias e transformando-o numa lenda que povoa o imaginário popular do nordeste brasileiro, sendo símbolo de resistência a um sistema perverso de exploração, expropriação que transformou homens pacatos em feras brutais com lampejos de bondade, generosidade, camaradagem e principalmente extrema coragem de enfrentar todas as agruras da vida com suas variantes carregadas de brutalidade, desajustes e injustiças.


Ele foi um homem do seu tempo lutou como um gladiador em uma arena sabendo que no final não existiria vencedor, mas mesmo assim guerreou para marcar sua passagem na esfera terrena e dizer eu, sou Antônio Silvino, o Rifle de Ouro, o Governador dos Sertões o Rei dos Cangaceiros.

Por Trás do Blog
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