Recursos do Procon possibilitaram a instalação do Museu Cidade de João Pessoa

A cidade ganhou um museu - antes tarde que tarde demais. Mas torná-lo uma referência ao presidente João Pessoa e aos acontecimentos de 1930 confundindo-o com a capital da Paraíba é um exagero.


Casarão da Praça da Independência abriga o Museu Cidade de João Pessoa


Uma fonte do blog revelou que para promover a revitalização do casarão da Praça da Independência, o governo do estado lançou mão de recursos do Procon estadual, que também está instalado em anexo ao museu.


Historiadores abalizados asseguram que o João Pessoa nunca morou nesta casa.


Mesa em que João Pessoa ocupava na Confeitaria Glória quando foi assassinado


Na verdade, ele a alugou por 6 meses para despachos, enquanto durou uma reforma no Palácio da Redenção.


Ironia histórica: o casarão da Praça da Independência, local onde o presidente João Pessoa utilizou durante seis meses para despachos governamentais, segundo fontes do governo, sua revitalização foi possível, graças à utilização de recursos do Procon estadual (multas). Os adversários de João Pessoa o apelidavam de "João Cancela", por conta do arrocho fiscal promovido pelo governo.


Os móveis pertencentes ao ex-presidente da Paraíba estavam sob a guarda do Instituto Histórico e Geográfico da Paraíba. Foram cedidos aos Museu Cidade de João Pessoa através de um acordo firmado no sentido dos curadores do Museu darem o crédito ao Instituto, compromisso que não foi cumprido.


Casa que pertenceu a Marcolino Diniz, chefe de milícias civis armadas na Revolta de Princesa, em Patos de Irerê


Já o Palacete do cel. José Pereira, em Princesa Isabel e que serviu de hospital de campanha durante a guerra, está lá à espera da atenção governamental, porque tem acervo e os cuidados dos escritores do lugar.


Casarão de Marcolino e Alexandrina Diniz, palco de combates durante a Guerra de Princesa, em Patos de Irerê


Mas outros locais icônicos da História da Paraíba dos anos 30, seguem ignorados pelo Instituto do Patrimônio Histórico, a exemplo do casarão de Marcolino Diniz e Alexandrina Diniz e da residência do casal, em Patos de Irerê.



Muito sintomático no Museu da Cidade não se encontrar nenhuma referência a Ariano Suassuna, o filho mais ilustre da cidade - ele nasceu no Palácio da Redenção, muito antes do "rame-rame" que domina a política oficial que predomina até hoje.

Por Trás do Blog
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