Roqueiro e inventor, Sérgio Dias constrói seu próprio trole para viajar sobre trilhos abandonados

Esperar a partida ou a chegada do trem era um acontecimento econômico e social no Brasil entre os anos 1930-70. Entretanto, por imposição da indústria automobilística, que se instalou no País na década de 1950, sucessivos governos, desde Juscelino Kubitschek até a Ditadura Militar, e mesmo após esse período, criminosamente uma política para a manutenção e desenvolvimento da malha ferroviária foi seguida.


Metaleiro Sérgio Dias, também é publicitário e inventor, espertise em engenhos reversos



O que se vê, pelo menos na Paraíba, é o abandono da malha ferroviária, desde os anos 1970. A Paraíba, também, optou pelo sistema rodoviário de transporte, que se revelou precário para a mobilidade de pessoas e mercadorias.


Mecânica reversa em campo para teste e posterior aventura


Dito isto, vale a pena conferir a iniciativa do artista plástico, músico, professor, publicitário e inventor, Sérgio Dias.


Cansado de ver o mato crescendo sobre trilhos e estações abandonadas, Dias resolveu passear e visitar de ter por conta própria.


Ele mesmo projetou e criou seu trole particular. E para a juventude que desconhece, trole é um meio de transporte ferroviário, usado por mecânicos pra socorrer maquinistas, fiscalizar e manter linhas de trens. Os troles antigos se moviam à base da força braçal, hoje a mecânica resolve. Inclusive a mecânica reversa.


Nas horas vagas, é o que os irmãos Dias, fazem. Sim, ele tem um irmão, Marcos, que compartilha invenções e aventuras.



Revelando segredo: Sérgio Dias não esconde a fórmula do seu trabalho artesanal. "No processo de construção utilizei ferro Metalon por ser mais maneiro e fiz a base do corpo do trenzinho, ( trole) como são conhecidos esse tipo de transporte, para as rodas utilizei camponas que se prende as rodas dos carros, para rodar nós trilho, utilizei um motor de moto 50 cilindradas e agora utilizo um motor estacionário de 5,5 ahp", informou.