Trump versus Biden: Fim das eleições nos EUA em ritmo de "Cavalgada das Valquírias"

João Costa

O mundo assiste aos desdobramentos de uma guerra híbrida em que a maioria dos países não se deu conta e um dos estágios e que uma das facetas desse conflito é não aceitar o resultado de eleição; um recurso das forças obscurantistas, tanto no Ocidente como no Oriente, não importa o estágio de desenvolvimento desses povos.

Imagem: Trump(E) Biden a última eleição do Império


Nesta terça-feira, os EUA realizam eleições, em que o presidente atual de lá, Donald Trump, avisou que mesmo que o resultado não esteja definido, ele vai declarar-se eleito; já deixou claro que não vai aceitar o resultado em caso de derrota. Por outro lado, seus opositores também mandam avisar que não aceitam derrota e que vão judicializar a disputa.


Os norte-americanos, segundo analistas abalizados, votam na certeza de desdobramentos violentos. Eles vivem uma guerra civil, agravada pelo desemprego e pela Covid-19, e ainda não se deram conta. Aliás, são sabedores que estão em declínio.

O jornalista brasileiro Pepe Escobar, analista de geopolítica, cravou esta semana, uma aposta: prevê a vitória de Trump no Colégio Eleitoral (nos EUA não são os eleitores que decidem) e que, em caso contrário, com a vitória do Partido Democrata, a coisa vai degringolar no mundo todo.


Uma Valquíria, símbolo forte da cultura germânica e que na música de Wagner encontrou sua expressão máxima


Segundo ele, a vitória da chapa Joe Biden e Kamala Harris, significa a “retomada do projeto imperial” nos Estados Unidos. Diz ele que Biden e Kamala têm o apoio da “máquina de guerra dos Estados Unidos e, por isso mesmo, contam com o aval da mídia hegemônica’ o que significa a “última cavalgada do Império”, numa alegoria da “Cavalgada das Valquírias”, de Richard Wagner , no sentido que a vitória dos Democratas significará guerras declaradas ou por procuração em todo o globo, sob patrocínio norte-americano.


O nazifascismo na América está acelerando de acordo como a música de Wagner e o outro lado da moeda também acena para o fim. Não há mais esplendor na América, à maneira como Hollywood construiu sua narrativa.


O incrível disso tudo é que esse Joe Biden tem a torcida autofágica da Europa, Ásia e América Latina. No Brasil, a esquerda não esconde sua preferência por Biden, o mesmo Joe Biden que, no desempenho da vice-presidência do governo Hussein Obama, instrumentalizou o Judiciário e militares brasileiros, a mídia e a direita no golpe de estado que derrubou a presidente Dilma Roussef, em 2016.


Escobar diz que as eleições nos EUA o “inferno disputa a Casa Branca com outro inferno”. Se Trump é a expressão maior do nazifascismo na América, Biden significa guerra onde não houver países com capacidade de defesa.


O espectro do nacional socialismo ganha força nos Estados Unidos, mais que no Brasil ou mesmo Europa


Por aqui significa guerra híbrida contra Argentina, Bolívia e agressão a Venezuela, tendo o Brasil e Colômbia como aríetes. Diante da própria incapacidade de enfrentar o fascismo que domina a Nação e o governo, a esquerda brasileira acha que a derrota de Trump fragilizará o tenente Messias, e que por isso mesmo, vale a pena passar o pano em Biden, mesmo sendo ele o algoz da nossa democracia, que durou apenas 30 anos.


No mais, sigo assistindo a “última cavalgada do Império”, porque está em ascensão outro: a China. A mesma que vai nos salvar com uma vacina contra o coronavírus, que por lá apareceu.

Por Trás do Blog
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