Vacina como ativo da geopolítca: Brasil no fim da fila, paga o preço pelas agressões a China

João Costa

A política de agressões gratuitas do atual regime instalado em Brasília à China, o afastamento do Brasil do grupo dos Brics, o alinhamento ideológico incondicional aos EUA, começaram a gerar seus resultados agora, um momento em que o povo brasileiro está fragilizado, desorganizado, à deriva e dependente da ajuda externa em decorrência do abraço de afogados que a própria Nação deu ao fascismo.

Imagem: Yang Wanming, embaixador da China no Brasil; um ano rebatendo agressões


A vacina tornou-se um ativo poderoso na geopolítica. Isso era previsível. Até o mundo mineral era sabedor que a China, a Rússia, Reino Unido e os EUA tornariam insumos, EPIs, produção de vacinas e tudo o mais, em ativos para dissuasão ou de pressão com poder similar às armas nucleares.


O empobrecimento do povo é visível e acelerado, a classe operária – que apoiou a ascensão do fascismo – assiste o irreversível processo de desindustrialização e desemprego acachapante; a classe média chafurda na sua cruzada de ódio e ressentimento aos pobres – e não há sinais de mudança no rumo do país.


As hordas fascistas não são tão insanas assim. Estão representadas e no controle do Judiciário, da mídia, dos organismos de estado, nas polícias militares e na base das forças armadas. O parlamento se comporta como se estivesse dentro de uma bolha. Seus integrantes são também destinatários do saque ao país, não apenas a burguesia financista que nada ou quase nada produz.


Integrantes do alto escalão do regime – o que inclui os generais - admitem que a relação conturbada do país com a China tem travado a importação de insumos para a produção das vacinas contra a Covid-19.


O Instituto Butantan, responsável pela produção da vacina chinesa em parceria com o laboratório Sinovac, já advertiu para a possibilidade de interrupção na produção da vacina. Os chineses estão dificultando a exportação para o Brasil do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), o princípio ativo da Coronavac.


Início da vacinação foi transformado em espetáculo midiático por parte de governadores e prefeitos


Campanha limitada de vacinação virou espetáculo midiático


Ao mesmo tempo, a vacina do laboratório Astrazeneca/Oxford, sequer iniciou seu processo de produção pela FioCruz. Depende de insumos importados da Índia, onde a empresa também produz a vacina. Ainda assim governadores e a mídia espetacularizam com a vacina chinesa, a única disponível.


Tudo isso resultado de uma aposta errada numa só vacina; da aceitação e negação da ciência, da adoção de procedimentos e medicamentos sem eficácia comprovada, que agora eles negam, temendo possíveis consequências que virão o no futuro.

Já o governo indiano foi claro quando disse que o Brasil “se precipitou” ao enviar um avião para buscas 2 milhões de vacinas já prontas e pagas pelo governo brasileiro que, com este lote, pretendia fazer média publicitária e consolidar sua política de mentiras.


A verdade: ainda não há a vacina da Oxford no Brasil. A realidade é que os brasileiros contam apenas com a vacina chinesa, a mesma que durante todo o ano de 2020 foi demonizada e ridicularizada pelos líderes do regime e sua vasta legião de apoiadores, inclusive acadêmicos e médicos.


Parafraseando a música Geni e o Zepelim, do genial Chico Buarque, lá está Yang Wanming, embaixador da China no Brasil, o mesmo que passou o ano de 2020 rebatendo insultos e agressões do regime que governa o Brasil; sentado, recebendo apelos das autoridades civis brasileiras, que clamam por insumos e por vacina.


O presidente da Câmara, de olhos vermelhos, o general de coturno vistoso, o chanceler de cara amarelada, donos de meios de comunicação, todos em fila pedindo.


- Dá vacina Yang, dá vacina, China dá vacina pra todo mundo, maldita China!


Não sei se vai adiantar. A civilização chinesa tem mais de seis mil anos, conhece de perto o que é ser humilhada e vítima de preconceito Ocidental.


Rezemos para que o senhor Yang Wanming sensibilize o coração Xi Jiping e releve, não punam com a morte o povo brasileiro, que segue demente e imobilizada diante de seus algozes civis e fardados.

Opinião

Foto 1. Da página da embaixada da China. Foto 2 Agência Brasil

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